
Mais uma vez me tacteio e tacteio o mundo quando ganho coragem para enfrentar um novo dia embora permaneça de olhos ensonadamente serrados. Este frémito de angústia tão meu conhecido á também a ânsia do esfomeado, o medo terrível que o mundo acabe para mim, não de uma maneira definitiva com flores verdadeiras de amigos falsos mas de que me escape algo que me tenha estado destinado desde o princípio de mim própria.
E tacteio-me: que terei hoje, que farei, que darei? Tacteando o mundo só não lhe pergunto o que me terá reservado para que não perceba o meu medo.